Sociedade Brasileira de Reumatologia esclarece 100 tipos de doenças

1/09/2008

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Como os pacientes podem não valorizar os sintomas, leva-se um bom tempo para que o diagnóstico correto seja feito. Muitas das doenças reumáticas podem ser confundidas entre si e também com outras doenças que afetam estruturas musculoesqueléticas.

Dores nas juntas dos punhos, por exemplo, pode ser sintoma de uma simples tendinite, de um problema de coluna ou até de artrite reumatóide, doença crônica que acomete as articulações e que pode causar deformidades físicas e incapacidade funcional até para atividades rotineiras (como fechar um botão de blusa) e é responsável por 22 % de todas as mortes relacionadas a artrites e demais problemas reumáticos.

Assim como “dor na coluna” – somente menos freqüente que a dor de cabeça – pode ser um simples “mau jeito”, mas também sintoma de espondiloartropatias, artrite psoriásica, doenças crônicas de origem desconhecida e altamente incapacitantes.

Em comum, todas fazem parte do grupo de mais de 100 doenças chamadas de reumáticas, que comprometem ossos, cartilagens, articulações e músculo, mas a maioria pode apresentar o mesmo sintoma inicial – dor e inflamação nas articulações – porém com evolução clínica distinta.

Com o objetivo de alertar a população sobre a importância da busca do diagnóstico correto para uma doença reumática, a Sociedade Brasileira de Reumatologia lança a partir da primeira semana de agosto a campanha “Reumatismo é Coisa Séria”, que também quer acabar com alguns mitos, como:

- Reumatismo NÃO é doença de velho. Boa parte das doenças reumáticas atinge pessoas de todas as idades, incluindo jovens e crianças – como a artrite reumatóide juvenil, doença reumática que tem inicio antes dos 16 anos de idade e que apresenta com os principais sintomas rigidez matinal, dificuldade de andar e de acompanhar as brincadeiras típicas da idade. Entre 25% e 70% das crianças vão continuar com a doença na idade adulta.

- Reumatismo NÃO é sazonal. Embora o frio, em alguns casos, possa aumentar os sintomas, as doenças reumáticas não pioram ou surgem nos dias mais frios. Ocorrem em qualquer época do ano, em pessoas de todas as idades, em ambos os sexos – apesar da maioria atingir mais mulheres do que homens.

- Reumatismo TEM tratamento. Apesar de ser uma doença crônica (assim como o diabetes e a hipertensão), muitas vezes sem cura definitiva, o reumatismo tem tratamento, que pode melhorar e restabelecer a qualidade de vida do paciente.

- Não existe um exame único para determinar o diagnóstico da maioria das doenças reumáticas. O diagnóstico é feito com base na história do paciente, exame clínico e exames complementares, como os exames de laboratório e o Raio X. Entretanto, os sintomas das doenças se confundem entre si, levando o paciente, muitas vezes, a iniciar o tratamento correto tardiamente. Por isso, orientamos que em caso de persistirem os sintomas, as pessoas procurem um reumatologista, que é o profissional médico treinado para diagnosticar e tratar uma doença reumática. O diagnóstico precoce pode ser a diferença entre um estilo de vida normal e uma vida com limitações e incapacidade funcional – afirma Dr. Fernando Neubarth, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Segundo a SBR, hoje existem no Brasil cerca de 1500 especialistas em reumatologia, que podem ser identificados, por região e cidade, no website da entidade, www.reumatologia.com.br

A campanha tem o patrocínio institucional da Abbott e conta com o apoio de todas as sociedades regionais de reumatologia.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/08/11/e110827279.html

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  1. LENILZA disse:

    Boa noite. Tenho LES (Lupus) e tenho muitas duvidas e medos sobre essa doença, que acabei de descobrir. Estou inchando muito por conta dos corticoides. Posso tomar sibutramina? Grata. lenilza

    Dr. Pedro Ming
    pedroming@reumatologiaavancada.com.br
    Não vejo contraindicações para a utilização da Sibutramina no lupus. No entanto, não tenho certeza de que ela vá resolver seu inchaço. Sua ação sobre o peso se dá principalmente pela diminuição da ingesta de alimentos por ansiedade, e este não é o principal meio pelo qual a cortisona faz ganhar peso. Se seu médico acha adequado iniciar a sibutramina (ela pode interagir com algumas das medicações que você possa estar usando), fique de olho na pressão arterial. Qualquer mudança, avise-o!

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