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	<title>Reumatologia Avançada</title>
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	<description>Aprenda sobre sua doença, sobre Reumatologia, sobre como viver melhor e mais. Entenda como a medicina moderna enxerga as principais patologias reumatológicas; compare com outros pontos de vista. Saiba o que há de novo e o que há de sacramentado em termos de tratamento. Fique informado sobre eventos congressos e notícias da área acadêmica.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 27 Aug 2011 22:56:33 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Proteína-C Reativa</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 22:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologias]]></category>

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		<description><![CDATA[A proteína-C reativa (PCR): o que é? Para que serve? O que significam resultados elevados para este exame? São assuntos abordados por esta matéria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Proteína-C Reativa: o que é, para que serve?</strong></p>
<p>A proteína-C reativa (PCR) é há tempos usada pelos reumatologistas, mas entrou mesmo na moda graças aos cardiologistas. O que é a PCR? Para que serve? O que significam resultados elevados para este exame? São assuntos abordados por esta matéria.</p>
<p>Em 1930 a proteína-C reativa ganhou de seus descobridores, Tillett e Francis, este nome pelo fato de reagir contra a cápsula de uma bactéria, o <em>Pneumococcus</em>. Ela é uma das chamadas “proteínas de fase ativa”, produzidas no fígado em resposta a quase todos os estímulos inflamatórios, como infecções, câncer, traumas e “reumatismos”. Sua concentração no sangue começa a subir 2 horas após o início do estímulo, e, se o estímulo for mantido, chega a seu pico em 48hs. Com a resolução do insulto inflamatório sua concentração no sangue cai pela metade também rapidamente, em cerca de 18hs.</p>
<p>A PCR é solicitada pelos médicos basicamente em 3 situações diferente: 1. quando querem saber se há inflamação (ou infecção, que causa inflamação), 2. quando querem monitorar esta inflamação e 3. como medida indireta do risco cardíaco de uma pessoa. Frente a um quadro de dor nas articulações, por exemplo, a PCR elevada direciona o diagnóstico para processos que envolvam inflamação sistêmica (artrite reumatoide, infecções virais agudas, lúpus, etc.) e a PCR baixa direciona o diagnóstico para processos que envolvem pouca inflamação sistêmica (artrose, traumas, etc.). Mesmo quando o diagnóstico já está definido, a PCR é útil para monitorar se há melhora ou piora progressiva da condição que causou sua elevação. Por último, este exame é tão sensível que mesmo a discreta inflamação nas artérias durante o processo de aterosclerose (formação das “placas de colesterol”), a concentração da PCR no sangue muda. Daí seu uso para ajudar a definir o risco cardíaco (risco de infarto, derrame, tromboses arteriais, etc).</p>
<p>Apesar de muito sensível, este exame é largamente inespecífico. Como já mencionado, qualquer processo inflamatório pode elevar este exame. Assim, o médico deve tentar ter o maior grau de certeza possível de que a elevação da PCR traduz o evento que ele quer monitorar, ou outro qualquer. Por exemplo, aquele paciente com dor nas juntas do caso a cima pode ter estado com uma sinusite no dia em que colheu o exame, e o médico erradamente concluir que a dor era inflamatória. Portanto a PCR sozinha NÃO QUER DIZER NADA. Faz-se necessária toda análise da história, exame físico e de outros exames para que se possa chegar uma conclusão. Na maioria das vezes, antes de atribuir um exame alterado a uma causa específica, o médico prefere repeti-lo mais tarde e se assegurar que a alteração permanece.</p>
<p>O papel fisiológico da PCR consiste em se ligar a uma molécula expressa na superfície de células mortas ou morrendo (fosfocolina) e de alguns tipos de bactérias, quando é capaz de ativar outras proteínas do sangue (sistema complemento) que acabam por ativar todo o sistema imune. Um dos maiores estímulos para a produção hepática de PCR é a produção de um certo “hormônio da inflamação”, a interleucina-6. Isso é relevante porque recentemente chegou ao mercado uma droga que retira de circulação a IL-6, diminuindo processos inflamatórios (tocilizumabe).</p>
<p>Alguns processos inflamatório, no entanto, ocorrem sem a elevação de PCR. São exemplos disto doenças autoimunes como a esclerodermia, o lúpus, e dematomiosite, onde frequentemente se vê atividade de doença na ausência de elevação de PCR (exceto na presença de artrites ou serosites ou dano tecidual causado por vasculites). Nestes processos a PCR não pode ser usada para monitoramento de atividade.</p>
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		<title>Diferença entre Artrose e Artrite</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Feb 2011 19:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologias]]></category>

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		<description><![CDATA[É frequente a confusão entre artrose e artrite. Qual a diferença entre elas?
Artrose é o “desgaste” das articulações, causada pela idade, pela história de cada um de nós de agressões às articulações, e por fatores genéticos. Este é um problema quase inexistente em jovens, salvo exceções (p.e. alterações da anatomia normal por traumas ou infecções, levando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É frequente a confusão entre artrose e artrite. Qual a diferença entre elas?</p>
<p>Artrose é o “desgaste” das articulações, causada pela idade, pela história de cada um de nós de agressões às articulações, e por fatores genéticos. Este é um problema quase inexistente em jovens, salvo exceções (p.e. alterações da anatomia normal por traumas ou infecções, levando a um desgaste acelerado). Na página &#8220;Doenças Reumáticas&#8221; você encontrará artigo detalhado sobre artrose. <a href="http://www.reumatologiaavancada.com.br/artrose/">Acesse-o também clicando aqui</a>.</p>
<p>Artrite é um inflamação nas articulações causada por infecções, pela presença de substâncias irritantes (cristais, sangue), por trauma direto, ou pelo próprio sistema imune (leia o artigo sobre <a style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; color: #21759b; word-wrap: break-word; text-decoration: none; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" rel="nofollow" href="http://http//www.reumatologiaavancada.com.br/noticias/autoimunidade-e-doencas-autoimunes/">autoimunidade</a>). Existem diversas condições que levam à artrite. Muitas delas acontecem em jovem e crianças.</p>
<p>Ambas as condições são geralmente seguidas por reumatologista.</p>
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		<title>O que significa um VHS elevado?</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Feb 2011 18:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologias]]></category>

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		<description><![CDATA[O que significa um VHS (velocidade de hemossedimentação) elevado?
O VHS é um dos exames mais utilizados por um reumatologista. O que significa o VHS? Em que situações ele está elevado? Quais as implicações desta elevação? Confira estas e outras respostas abaixo.
O que é o VHS?
VHS vem de Velocidade de Hemo-Sedimentação. “Hemo” (αίμα), em grego, significa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que significa um VHS (velocidade de hemossedimentação) elevado?</strong></p>
<p>O VHS é um dos exames mais utilizados por um reumatologista. O que significa o VHS? Em que situações ele está elevado? Quais as implicações desta elevação? Confira estas e outras respostas abaixo.</p>
<p><strong>O que é o VHS?</strong></p>
<p>VHS vem de <strong>V</strong>elocidade de <strong>H</strong>emo-<strong>S</strong>edimentação. “Hemo” (αίμα), em grego, significa sangue, e sedimentação, é a precipitação de partículas sólidas suspensas em um líquido pela ação da gravidade. Ao pé da letra, VHS significa a velocidade com que os glóbulos vermelhos se separam do “soro” e se depositam no fundo, se um tubo de sangue (com anti-coagulante) é deixado parado (veja figura). Os glóbulos vermelhos (hemácias), que têm a forma de “balas soft”, vão sendo puxadas para baixo pela gravidade e tendem a se aglomerar no fundo do tubo. No entanto as hemácias são cobertas por cargas elétricas negativas e, quando elas vão se aproximando no fundo, repelem-se umas às outras, como cargas iguais de ímans. Essa força magnética de repulsão se contrapõe à gravidade, e naturalmente diminui a velocidade com que as hemácias caem. No entanto, se junto com as hemácias, nadando no soro, haja outras estruturas de cargas positivas, estas vão anular as cargas negativas das hemácias e também a repulsão magnética entre elas, permitindo sua aglutinação (. Neste caso a gravidade age sozinha e a velocidade com que elas caem (velocidade de hemossedimentação) é acelerada. O VHS é expresso como o número de milímetros que o sangue sedimentou (no tubo) no espaço de 1 hora (mm/h).</p>
<p><a href="http://www.reumatologiaavancada.com.br/wp-content/uploads/2011/02/VHS2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-237" title="VHS" src="http://www.reumatologiaavancada.com.br/wp-content/uploads/2011/02/VHS2-150x150.jpg" alt="VHS" width="150" height="150" /></a></p>
<p><strong>O que mede o VHS?</strong></p>
<p>Muitas proteínas concentram cargas positivas em um lado e negativas em outro (assimetria de cargas). A parte positiva destas proteínas tem o mesmo efeito sobre as hemácias. Diversas proteínas produzidas pelo corpo durante infecções ou inflamações (proteínas de fase ativa, principalmente o fribrinogênio) são assim. Portanto VHS é um jeito indireto de medir a presença inflamação ou infecção no corpo.</p>
<p><strong>Em que condições o VHS está elevado?</strong></p>
<p>Como acima descrito, em situações onde há inflamação/ infecção existe a produção de proteínas (de fase ativa) que elevam a velocidade de hemossedimentação. Mas outras proteínas também são capazes de alterar a velocidade da queda das hemácias. Fibrinogênio (necessário para a cogulação e produzido em excesso na gravidez), imunoglobulinas (anticorpos) e paraproteínas (produzidas por cânceres do sangue) são exemplos. Além disso, a diluição do sangue (gravidez, insuficiência cardíaca, insuficiência renal) diminui a viscosidade e separa as cargas repulsivas elevando o VHS. Uma das principais proteínas do plasma sanguíneo chama-se albumina. Ela também tem carga negativa, portanto quando sua concentração cai (falência hepática, perda renal ou intestinal) “sobra” proporcionalmente mais cargas positivas para anular as hemácias, elevando o VHS. Outro mecanismo de elevação do VHS consiste na diminuição do número de hemácias (anemia) ou alteração da forma das mesmas (anemia falciforme). A obesidade, o diabetes mellitus, o sexo e a idade são fatores que também influenciam o VHS.</p>
<p>Tabela 1: Situações nas quais há elevação de VHS</p>
<table style="width: 630px;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="174" valign="top">
<p align="center"><strong>Situações</strong></p>
</td>
<td width="457" valign="top">
<p align="center"><strong>Exemplos</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="174" valign="top">Inflamação</td>
<td width="457" valign="top">Artrites   (Reumatóide, Lúpus), Vasculites, Serosites</td>
</tr>
<tr>
<td width="174" valign="top">Infecção</td>
<td width="457" valign="top">Aguda   (amigdalite, cistite, gripe), Crônica (hepatites, osteomielites)</td>
</tr>
<tr>
<td width="174" valign="top">Hemodiluição</td>
<td width="457" valign="top">Insuficiência   cardíaca, Insuficiência renal, Gravidez</td>
</tr>
<tr>
<td width="174" valign="top">Queda de   albumina</td>
<td width="457" valign="top">Insuficiência   hepática, perda renal (s. nefrótica), perda intestinal</td>
</tr>
<tr>
<td width="174" valign="top">Proteínas   no sangue</td>
<td width="457" valign="top">Gravidez   (fibrinogênio), Câncer (paraproteínas), Crioglobulinemia</td>
</tr>
<tr>
<td width="174" valign="top">Alteração   das hemácias</td>
<td width="457" valign="top">Número   (anemia), Forma (A. falciforme, esferocitose)</td>
</tr>
<tr>
<td width="174" valign="top">Outras</td>
<td width="457" valign="top">Obesidade   (aumento IL-6), Diabete Mellitus (vários mecanismos), tabagismo, idade, sexo feminino.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Qual é o valor normal para o VHS?</strong></p>
<p>O VHS varia de acordo com a idade, sexo e método de aferição. Pode haver variações entre os valores normais de laboratório para laboratório, mas de maneira geral os valores normais podem ser aproximadamente expressos pela seguinte fórmula:</p>
<p>Homens</p>
<p>.      Valor normal = idade/2</p>
<p>Mulheres</p>
<p>.     Valor normal = (idade+10)/2</p>
<p>Crianças:</p>
<p>.      Valor normal =~ 3-13 mm/h</p>
<p><strong>Meu VHS está elevado, o que isso significa?</strong></p>
<p>Como acima descrito, existem diversas condições que podem alterar o VHS, muitas delas corriqueiras e passageiras como um resfriado, uma amigdalite e ou uma infecção urinária. Um exame pontualmente alterado pode não querer dizer nada! Frente a um VHS elevado a melhor postura muitas vezes é aguardar e repetir o exame mais tarde (como o VHS pode demorar semanas para cair mesmo depois da melhora clínica, o ideal é repetir o exame somente 1 mês mais tarde). Como praticamente todo exame laboratorial, o VHS deve ser interpretado dentro de um contexto clínico. Seu médico é a melhor pessoa para dizer se o VHS tem ou não importância clínica.</p>
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		<title>Fator Reumatóide: o que é?</title>
		<link>http://www.reumatologiaavancada.com.br/patologias/fator-reumatoide-o-que-e/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 19:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fator Reumatóide: o que é?
“Meu fator reumatóide (FR) veio positivo. Eu tenho reumatismo?” Ou, “tenho dores, mas meu FR sempre dá negativo. Eu não tenho reumatismo?”. São perguntas comumente ouvidas por reumatologistas. Nas linhas abaixo pretendo explicar o que é o fator reumatóide e qual a implicação de um exame positivo, ou negativo.
O que é
Fator [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Fator Reumatóide: o que é?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“Meu fator reumatóide (FR) veio positivo. Eu tenho reumatismo?” Ou, “tenho dores, mas meu FR sempre dá negativo. Eu não tenho reumatismo?”. São perguntas comumente ouvidas por reumatologistas. Nas linhas abaixo pretendo explicar o que é o fator reumatóide e qual a implicação de um exame positivo, ou negativo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O que é</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Fator reumatóide é um anticorpo comum, com uma particularidade: gruda em outros anticorpos. Mais especificamente, gruda na porção “FC” de outros anticorpos (a parte que não varia entre diferentes anticorpos).  Na grande maioria das vezes ele é do tipo IgM (que circula em grupos de 5, assumindo forma de estrela), mas igGs (grupos de 2) e IgAs (isolado) também foram descritos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Que condições têm Fator Reumatóide positivo?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O FR foi descrito em 1940 por Waaler e Rose na artrite reumatóide. Esta é a doença com a qual ele é mais tradicionalmente relacionado, mas não é a única. Na verdade, o FR está presente em até 4% da população jovem saudável e em até 25% dos idosos saudáveis. Ou seja, sua presença não necessariamente indica doença. Abaixo, condições nas quais ele é descrito:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Indivíduos Saudáveis:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Jovens: 1 a 4%</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Idosos: 6 a 25%</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Doenças Reumáticas:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Artrite Reumatóide: 26-60% dos indivíduos</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Síndrome de Sjögren: 75-95%</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Doença Mista do Tecido Conectivo: 50 – 60%</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Crioglobulinemia tipo II (Mista): 40 – 100%</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Lupus Eritematoso Sistêmico: 15 – 35%</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Polimiosite/dermatomiosite: 5 – 10%</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Condições Não Reumatológicas</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Infecções crônicas: Hepatite C, Hepatite B, endocardite subaguda, etc</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Doenças pulmonares inflamatórias ou fibrosantes: p.e. sarcoidose.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Neoplasias</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Cirrose biliar primária</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Tabagismo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Outros</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para que serve o Fator Reumatóide?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Isso ainda não é completamente compreendido, mas a principal hipótese da atualidade atribui ao FR o papel de ajudar o sistema imune a limpar da circulação os excessos de anticorpos. Isso explicaria porque ele “gruda” em outros anticorpos e porque ele é mais freqüentemente positivo em condições onde o sistema imune está muito ativado por muito tempo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Outras possíveis funções:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Ajudar os anticorpos “normais” a apresentar os “invasores” ao sistema imune</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Induzir tolerância do sistema imune</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O que significa um Fator Reumatóide positivo?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Com anteriormente referido, o FR não raramente é positivo em pessoas saudáveis, portanto isoladamente ele não significa quase nada. No entanto, dentro de um contexto que sugira “reumatismo”, sua presença aumenta a probabilidade de que o problema seja um dos acima mencionados. O título (a concentração) do FR também é um dado muito importante para definir se o FR indica doença ou está lá por acaso. Títulos mais altos são bastante específicos para a presença de doenças. Por exemplo, títulos superiores a 1:640 indicaram doença em 99% das vezes em um trabalho. O oposto também é verdadeiro: o título é baixo (1:40 – 1:160) na grande maioria dos indivíduos saudáveis. Entenda que existem diversos jeitos de dosar o FR e seu laboratório pode não usar este tipo de resultado. Em indivíduos que sabidamente têm artrite reumatóide, a presença de fator reumatóide em altos títulos tende a indicar uma doença mais agressiva, mas isso nem sempre é verdadeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O Fator Reumatóide negativo exclui reumatismo?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não. Mesmo em doenças onde o FR é classicamente descrito, ele não é sempre presente. Na artrite reumatóide, por exemplo, de 40 a 74% dos indivíduos têm a doença sem apresentar o FR. Sua negatividade, neste contexto, é apenas um fator a ser levado em consideração para afastar “reumatismos”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">É importante dosar o Fator Reumatóide diversas vezes?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em geral não. Se o FR já veio positivo, dosar outras vezes em geral é inútil. Uma possível exceção a esta regra é na Síndrome de Sjögren. Alguns autores acreditam que a negativação do FR em pacientes com síndrome de Sjögren pode indicar que haja uma transformação para linfoma. Isso não foi comprovado em estudos clínicos. Se o FR foi negativo e a dúvida diagnóstica persiste, algumas mais dosagens podem ser interessantes para excluir uma positivação mais tardia.</div>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Fator Reumatóide: o que é?</span></strong></p>
<p>“Meu fator reumatóide (FR) veio positivo. Eu tenho reumatismo?” Ou, “tenho dores, mas meu FR sempre dá negativo. Eu não tenho reumatismo?”. São perguntas comumente ouvidas por reumatologistas. Nas linhas abaixo pretendo explicar o que é o fator reumatóide e qual a implicação de um exame positivo, ou negativo.</p>
<p><strong>O que é</strong></p>
<p>Fator reumatóide é um anticorpo comum, com uma particularidade: gruda em outros anticorpos. Mais especificamente, gruda na porção “FC” de outros anticorpos (a parte que não varia entre diferentes anticorpos).  Na grande maioria das vezes ele é do tipo IgM (que circula em grupos de 5, assumindo forma de estrela), mas igGs (grupos de 2) e IgAs (isolado) também foram descritos.</p>
<p><strong>Que condições têm Fator Reumatóide positivo?</strong></p>
<p>O FR foi descrito em 1940 por Waaler e Rose na artrite reumatóide. Esta é a doença com a qual ele é mais tradicionalmente relacionado, mas não é a única. Na verdade, o FR está presente em até 4% da população jovem saudável e em até 25% dos idosos saudáveis. Ou seja, sua presença não necessariamente indica doença. Abaixo, condições nas quais ele é descrito:</p>
<p>Indivíduos Saudáveis:</p>
<p>- Jovens: 1 a 4%</p>
<p>- Idosos: 6 a 25%</p>
<p>Doenças Reumáticas:</p>
<p>- Artrite Reumatóide: 26-60% dos indivíduos</p>
<p>- Síndrome de Sjögren: 75-95%</p>
<p>- Doença Mista do Tecido Conectivo: 50 – 60%</p>
<p>- Crioglobulinemia tipo II (Mista): 40 – 100%</p>
<p>- Lupus Eritematoso Sistêmico: 15 – 35%</p>
<p>- Polimiosite/dermatomiosite: 5 – 10%</p>
<p>Condições Não Reumatológicas</p>
<p>- Infecções crônicas: Hepatite C, Hepatite B, endocardite subaguda, etc</p>
<p>- Doenças pulmonares inflamatórias ou fibrosantes: p.e. sarcoidose.</p>
<p>- Neoplasias</p>
<p>- Cirrose biliar primária</p>
<p>- Tabagismo</p>
<p>- Outros</p>
<p><strong>Para que serve o Fator Reumatóide?</strong></p>
<p>Isso ainda não é completamente compreendido, mas a principal hipótese da atualidade atribui ao FR o papel de ajudar o sistema imune a limpar da circulação os excessos de anticorpos. Isso explicaria porque ele “gruda” em outros anticorpos e porque ele é mais freqüentemente positivo em condições onde o sistema imune está muito ativado por muito tempo.</p>
<p>Outras possíveis funções:</p>
<p>- Ajudar os anticorpos “normais” a apresentar os “invasores” ao sistema imune</p>
<p>- Induzir tolerância do sistema imune</p>
<p><strong>O que significa um Fator Reumatóide positivo?</strong></p>
<p>Com anteriormente referido, o FR não raramente é positivo em pessoas saudáveis, portanto isoladamente ele não significa quase nada. No entanto, dentro de um contexto que sugira “reumatismo”, sua presença aumenta a probabilidade de que o problema seja um dos acima mencionados. O título (a concentração) do FR também é um dado muito importante para definir se o FR indica doença ou está lá por acaso. Títulos mais altos são bastante específicos para a presença de doenças. Por exemplo, títulos superiores a 1:640 indicaram doença em 99% das vezes em um trabalho. O oposto também é verdadeiro: o título é baixo (1:40 – 1:160) na grande maioria dos indivíduos saudáveis. Entenda que existem diversos jeitos de dosar o FR e seu laboratório pode não usar este tipo de resultado. Em indivíduos que sabidamente têm artrite reumatóide, a presença de fator reumatóide em altos títulos tende a indicar uma doença mais agressiva, mas isso nem sempre é verdadeiro.</p>
<p><strong>O Fator Reumatóide negativo exclui reumatismo?</strong></p>
<p>Não. Mesmo em doenças onde o FR é classicamente descrito, ele não é sempre presente. Na artrite reumatóide, por exemplo, de 40 a 74% dos indivíduos têm a doença sem apresentar o FR. Sua negatividade, neste contexto, é apenas um fator a ser levado em consideração para afastar “reumatismos”.</p>
<p><strong>É importante dosar o Fator Reumatóide diversas vezes?</strong></p>
<p>Em geral não. Se o FR já veio positivo, dosar outras vezes em geral é inútil. Uma possível exceção a esta regra é na Síndrome de Sjögren. Alguns autores acreditam que a negativação do FR em pacientes com síndrome de Sjögren pode indicar que haja uma transformação para linfoma. Isso não foi comprovado em estudos clínicos. Se o FR foi negativo e a dúvida diagnóstica persiste, algumas mais dosagens podem ser interessantes para excluir uma positivação mais tardia.</p>
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		<title>Autoimunidade e Doenças Autoimunes</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 21:27:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Autoimunidade e Doenças Autoimunes
O que é:
Autoimunidade é uma condição onde o sistema de defesa (sistema imune) de uma pessoa (ou animal) agride “por engano” estruturas do corpo desta pessoa, como faria com micróbios invasores. Hoje se sabe que algum grau de autoimunidade acontece na maioria de nós sem, no entanto, causar doença. Doença Autoimune acontece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Autoimunidade e Doenças Autoimunes</strong></p>
<p><strong>O que é:</strong></p>
<p>Autoimunidade é uma condição onde o sistema de defesa (sistema imune) de uma pessoa (ou animal) agride “por engano” estruturas do corpo desta pessoa, como faria com micróbios invasores. Hoje se sabe que algum grau de autoimunidade acontece na maioria de nós sem, no entanto, causar doença. Doença Autoimune acontece quando esta autoimunidade se perpetua ou intensifica a ponto de causar dano nos tecidos do corpo, e sintomas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quais são as Doenças Autoimunes?</strong></p>
<p>Existem mais de 80 doenças onde a autoimunidade têm um papel importante. Em muitas delas existe também um agente infeccioso desencadeando a autoimunidade, como um vírus ou uma bactéria. São exemplos de doenças autoimunes: febre reumática, doenças do colágeno (lúpus, esclerodermia, dermatomiosite, polimiosite, artrite reumatóide, síndrome de Sjogren, doença mista do tecido conectivo), síndrome do anticorpo antifosfolípide, púrpura trombocitopêntica idiopática, púrpura trombocitopêntica trombótica, vasculites (arterite temporal, Takaiassu, Cogan, poliarterite nodosa, poliangiite microscópica, Wegener, Buerger, Behçet), sarcoidose, policondrite recidivante, espondilite anquilosante, doença inflamatória intestinal (Chron e retocolite ulcerativa), psoríasis, pênfigo, alopecia areata, vitiligo, diabetes mellitus, gastrite atrófica/anemia perniciosa, doença celíaca, cirrose biliar primária, colangite esclerosante, hepatite autoimune, síndrome de Goodpasture, Tireoidites (Graves, Hashimoto), Nefropatia por IGA, doença de Guillain-Barré, esclerose múltipla, miastenia gravis, narcolepsia, entre outras.</p>
<p> </p>
<p><strong>O que causa autoimunidade.</strong></p>
<p>Ainda há muito que aprender neste campo. Abaixo alguns dos fatores que se acredita estar relacionados à autoimunidade:</p>
<p><strong>A)    </strong><strong>Infecções e mimetismo molecular</strong>: desde os tempos mais remotos os seres vivos interagem uns com os outros de maneiras positivas e negativas. Os seres maiores e mais complexos foram obrigados a se defender de parasitas, fungos, vírus e bactérias que tentassem invadi-los. Aos poucos foram desenvolvidos mecanismos de defesa inicialmente simples, mas a posteriori muito sofisticados. Uma característica fundamental para o funcionamento do sistema de defesa é o discernimento entre estruturas do próprio organismo e dos agentes infecciosos externos ou tumores. Estes agentes, por sua vez, elevam muito sua chance de sobrevivência quando conseguem se camuflar dentro do organismo invadido. O resultado desta “queda de braço” são microorganismos cada vez mais parecidos com estruturas do hospedeiro e sistemas imunes cada vez mais sofisticados. O sistema imune de mamíferos como o homem estão entre os mais sofisticados deste planeta. No entanto a semelhança entre moléculas dos agentes e estruturas do próprio corpo pode fazer com que a reação imunológica contra o invasor atinja também o indivíduo. Um exemplo clássico é a febre reumática. Nela a reação imune montada contra uma proteína do <em>Streptococcus</em> (proteína M) agride também estruturas do coração.</p>
<p><strong>B)    </strong><strong>Amplificação de epítopos</strong>: epítopos são as partes de uma estrutura que são reconhecidas pelo sistema imune. Uma lesão inicialmente pequena expõe novas estruturas ao sistema imune, que antes estavam escondidas. Usando o exemplo da febre reumática, a reação montada inicialmente contra a proteína M leva a danos no coração, que por sua vez leva a exposição de componentes do tecido cardíaco normalmente escondidos. A reação que se segue é maior e mais difícil de ser parada.</p>
<p><strong>C)    </strong><strong>Predisposição genética</strong>: A predisposição a doenças autoimunes é em parte controlada pela genética. Gêmeos idênticos têm os mesmos genes, mas nem sempre têm a mesma doença. Parentes de pessoas com doenças autoimunes, no entanto geralmente têm maior probabilidade de desenvolver doenças autoimunes. Em muitas das doenças autoimunes se conhece genes cuja presença propicia maior chance de desenvolvimento. Na febre reumática o gene IL1-RA foi relacionado a maior chance de desenvolvimento da forma grave de cardite (Cytokine. 2010 Jan;49(1):109-13).</p>
<p><strong>D)    </strong><strong>Acaso</strong>: Um número quase infinito de moléculas existe ou pode vir a existir. Como “construir” um sistema imune capaz de reconhecer tantas moléculas diferentes a partir de um número finito e comparativamente pequeno de genes? O problema foi resolvido da seguinte forma: os anticorpos e outras estruturas dos glóbulos brancos que reconhecem as estruturas são formados ao acaso. Os genes que codificam estas estruturas sofrem em cada célula um número exagerado de “mutações” e rearranjos (regiões hipervariáveis). Como o produto final é imprevisível, as células de defesa são testadas (antes do nascimento no timo). Se reconhecem estruturas do próprio corpo ou se nunca reconhecem nada, tendem a ser destruídas. Se reconhecem e adequadamente combatem organismos invasores são amplificadas e guardadas. Desta forma, mesmo gêmeos idênticos têm sistemas imunes diferentes, e isso é determinado pelo acaso e pelas infecções e moléculas com que eles têm contato durante sua vida.</p>
<p><strong>E)     </strong><strong>Teoria da Higiene</strong>: doenças autoimunes e alérgicas crescem em ritmo maior do que o populacional nos dias de hoje. Mas isso ocorre muito mais em países desenvolvidos do que nos subdesenvolvidos. Dentro dos países ricos, isso também acontece mais entre populações da cidade do que do campo e, em países com uma grande disparidade social como o Brasil, entre as classes ricas e pobres. A teoria mais aceita hoje para explicar esse fenômeno é a teoria da higiene. Segundo ela, o nosso sistema imunológico foi desenhado para ser desenvolvido em vigência de seguidos estímulos infecciosos e antigênicos. A vida moderna, com toda sua higiene, vacinas, alimentos pasteurizados e esterilizados não permitiria a “educação” correta do sistema imune, que ficaria mais sujeito a cometer erros. Além dos dados epidemiológicos, a principal evidência de que isso seja verdade vem de um interessante estudo com uma cepa específica de camundongos que normalmente desenvolve doenças autoimunes em 30% das vezes. Neste trabalho eles formam criados em ambiente absolutamente estéril, comeram comidas estéreis e eram paridos por parto cesárea. Com essa higiene em excesso, 50%, e não 30, desenvolveram doenças autoimunes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Como diagnosticar uma doença autoimune?</strong></p>
<p>Como discutido acima, existem muitos diferentes tipos de doenças autoimunes. Virtualmente todos os órgãos e tecidos do corpo podem ser acometidos. Estas doenças frequentemente se parecem umas com as outras e também com doenças infecciosas e outras não mediadas pelo sistema imune. Na maioria das vezes não há um único exame capaz de fornecer o diagnóstico, cuja conquista deve ser baseada em uma história bem tirada e sistemática exclusão de hipóteses. A reumatologia é a área da medicina que estuda doenças inflamatórias e, a maioria das doenças autoimunes cursa com processos inflamatórios. Se você não estiver certo de que especialista procurar, um reumatologista pode ser um bom começo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quais são os tratamentos e cuidados que se deve tomar?</strong></p>
<p>Para cada uma das doenças autoimunes existem fatores predisponentes, cuidados e tratamentos específicos.</p>
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		<title>Meu ASLO (Anti-steptolisina-O) está elevado. Eu tenho Reumatismo?</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 15:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologias]]></category>

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		<description><![CDATA[O ASLO (anticorpo anti-streptolisina-O) marca a presença (e a quantidade) de um anticorpo contra uma bactéria específica, o Streptococcus. Algumas raras pessoas podem desenvolver um tipo de reumatismo (Febre Reumática) cerca de 3 a 5 semanas após infecções de garganta por esta bactéria. A positividade do ASLO significa apenas que você teve contato com esta bactéria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ASLO (anticorpo anti-streptolisina-O) marca a presença (e a quantidade) de um anticorpo contra uma bactéria específica, o <em>Streptococcus</em>. Algumas raras pessoas podem desenvolver um tipo de reumatismo (Febre Reumática) cerca de 3 a 5 semanas após infecções de garganta por esta bactéria. A positividade do ASLO significa apenas que você teve contato com esta bactéria (a maioria de nós têm, anualmente), mas não necessariamente que tenha desenvolvido a doença. Portanto este exame só é útil para AJUDAR a diagnosticar Febre Reumática, dentro de um contexto clínico bastante sugestivo. Este exame, isoladamente, não dá ou exclui o diagnóstico de Frebre Reumática. É apenas uma das peças de um quebra-cabeças clínicos que seu reumatologista deve montar.</p>
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		<title>Vacina da Gripe Sazonal (Comum) e H1N1: posso tomar?</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 17:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Patologias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pacientes com doenças reumáticas frequentemente são imunossuprimidos (baixa imunidade), seja pela doença, seja por seu tratamento. São, portanto, mais vuneráveis às doenças infecciosas e suas consequências. Por outro lado, esta mesma condição imunológica torna temerária a vacinação com muitas das vacinas comuns, feitas com vírus vivos atenuados (p.e. caxumba, sarampo, rubéola, póliomielite). É este o caso da vacina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pacientes com doenças reumáticas frequentemente são imunossuprimidos (baixa imunidade), seja pela doença, seja por seu tratamento. São, portanto, mais vuneráveis às doenças infecciosas e suas consequências. Por outro lado, esta mesma condição imunológica torna temerária a vacinação com muitas das vacinas comuns, feitas com vírus vivos atenuados (p.e. caxumba, sarampo, rubéola, póliomielite). É este o caso da vacina contra a gripe (tanto a sazonal quanto a influenza A H1N1)? A resposta é não. A atual vacina é feita com vírus inativado (&#8221;morto&#8221;), não atenuado. Ela é incapaz de provocar a doença mesmo em pessoas imunossuprimidas. Desta forma, o paciente reumatológico não só pode como DEVE tomar a nova vacina. Algumas colocações merecem ainda ser feitas: a vacina é provavelmente um pouco menos eficaz nos imunossuprimidos; a vacina, a princípio, não deve ser usada em pessoas alérgicas a ovos (os virus utilizados na vacina são cultivados em ovos); não há contraindicações à utilização da vacina em grávidas; se a introdução de uma medicação imunossupressora pode esperar, o ideal é vacinar o paciente antes de introduzi-la. Isso aumenta a efetividade da vacina.</p>
<p>Existem versões da vacina com vírus vivo (a mais comum via spray nasal), mas no momento não no Brasil. Caso alguma delas venha a ser disponibilizada em nosso país, não deverá ser usada em pacientes reumáticos.</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tenho 67 anos. No ano passado tomei a vacina contra a gripe influenza H1N1 e não me lembro da data, mas acho que não tem um ano ainda. Como essa vacina que estão aplicando atualmente é contra a gripe comum e a H1N1, pergunto: posso tomá-la mesmo que não tenha feito ainda um ano da aplicação anterior?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dr. Pedro Ming</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A vacina atual é da gripe sazonal junto comm a H1N1. Se vc tomou a da H1N1 o ano passado teoricamente não precisaria tomar a mesma este ano. No entanto, não existe a sazonal sem a H1N1. Não há problemas em tomá-la de novo, mesmo em um espaço de tempo menor que um ano.</div>
<p><strong>Já tomei a vacina contra a gripe influenza H1N1 no ano passado. Como essa vacina que estão aplicando atualmente é contra a gripe comum e a H1N1, pergunto: posso tomá-la mesmo que não tenha feito ainda um ano da aplicação anterior?</strong></p>
<p>A vacina atual é da gripe sazonal (comum) junto comm a H1N1. Se vc tomou a da H1N1 o ano passado está imune contra a H1N1 mas não contra a comum. No entanto, não existe a sazonal sem a H1N1. Não há problemas em tomá-la de novo, mesmo em um espaço de tempo menor que um ano.</p>
<p>Qualquer um pode se vacinar, mas os principais públicos alvos para a vacina são:</p>
<p>- Profissionais de saúde</p>
<p>- Gestantes</p>
<p>- Crianças entre 6 meses e 2 anos de idade</p>
<p><strong>- Portadores de doenças crônicas*</strong>;</p>
<p>-  <strong>Idosos com doenças crônicas;</strong></p>
<p>- Pessoas com idades entre 20 e 39 anos (idade mais fértil);</p>
<p>* doenças crônicas que dão direito à vacina:</p>
<p>• Obesidade grau 3 – antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos); • Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar); • Asmáticos (formas graves); • Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória; • Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular); • Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico); • Diabetes mellitus; • Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral); • Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise); • Doença hematológica (hemoglobinopatias); • Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki); • Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca; • Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).</p>
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		<title>Reumatologia, a origem da palavra</title>
		<link>http://www.reumatologiaavancada.com.br/artigos/reumatologia-a-origem-da-palavra/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 18:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Reumatologia, a origem da palavra
“Reumatologia” deriva do grego “rheuma”, que significa “fluxo”, e “logos”, “conhecimento”. Ao pé da letra seria “estudo dos fluxos” ou “estudo dos fluidos”.  O termo já era usado por Claudius Galenus, proeminente médico grego, nascido em 129AC. Naquela época, a palavra muito provavelmente fazia referência à Teoria dos Humores, de Hipócrates, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reumatologia, a origem da palavra</p>
<p>“Reumatologia” deriva do grego “rheuma”, que significa “fluxo”, e “logos”, “conhecimento”. Ao pé da letra seria “estudo dos fluxos” ou “estudo dos fluidos”.  O termo já era usado por Claudius Galenus, proeminente médico grego, nascido em 129AC. Naquela época, a palavra muito provavelmente fazia referência à Teoria dos Humores, de Hipócrates, este o mais notório médico da antiguidade, considerado o pai da medicina.  Segundo a teoria, a saúde é baseada no fluxo equilibrado de 4 “humores”:  sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra, procedentes, respectivamente, do coração, sistema respiratório, fígado e baço. Cada um destes humores teria diferentes qualidades: o sangue seria quente e úmido; a fleuma, fria e úmida; a bílis amarela, quente e seca; e a bílis negra, fria e seca.  As doenças se deviam a um desequilíbrio entre os humores.</p>
<p>Na era moderna, o termo é primeiramente atribuído a Guillaume de Baillou. Este médico e helenista francês do século XVIII usou “Rhumatisme” para o que hoje é conhecido com a febre reumática. Esta doença é caracterizada, entre outras coisas, por uma poliartrite migratória, ou seja, um inchaço que migra de uma articulação para outra. Desta forma, é possível que Baillou tenha resgatado o termo grego “rhuma”, de forma a descrever tanto o sentido de fluido (presentes nas articulações inflamadas), quanto o sentido de fluxo/movimento (representado pela migração do sítio de inflamação). A capacidade de diferenciar as várias doenças que cursam com artrite era bastante reduzida, no século VIII, e o termo era freqüentemente atribuído a todas elas.</p>
<p>O símbolo escolhido por este site, uma gota azul caindo sobre uma superfície líquida avermelhada, e produzindo mudanças neste meio (movimento e cor), remonta a teoria hipocrática dos fluidos. A saúde dependeria tanto de um equilíbrio entre os “humores”, quanto do movimento (fluxo) dos mesmos. A gota é a intervenção médica sobre o indivíduo doente, acrescentando o humor faltante e o movimento.</p>
<p>Herdamos, da medicina grega hipocrática, a crença de que não há doenças, e sim doentes. O indivíduo deve ser visto como um todo, e deve ter participação ativa no seu processo de cura. Ao médico cabe apenas iniciar estas mudanças.</p>
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		<title>O que é Reumatologia</title>
		<link>http://www.reumatologiaavancada.com.br/patologias/o-que-e-reumatologia/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 21:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arterite de Células Gigantes]]></category>
		<category><![CDATA[Arterite de Takayasu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artrite Reumatóide]]></category>
		<category><![CDATA[Doença de Behçet]]></category>
		<category><![CDATA[Esclerodermia Sistêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Espondilite Anquilosante]]></category>
		<category><![CDATA[Febre Reumática]]></category>
		<category><![CDATA[Fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[Gota]]></category>
		<category><![CDATA[Granulomatose de Wegener]]></category>
		<category><![CDATA[Osteoartrite]]></category>
		<category><![CDATA[Osteoporose]]></category>
		<category><![CDATA[Patologias]]></category>
		<category><![CDATA[Poliarterite Nodosa]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome de Anticorpo Antifosfolipídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome de Sjögren]]></category>

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		<description><![CDATA["Ramo da medicina que se ocupa de doenças não cirúrgicas (ainda que, eventualmente venham a sê-lo) do aparelho locomotor, ou de outras doenças do tecido conjuntivo", segundo o Aurélio Buarque. "Dor nas juntas" segundo a maioria das pessoas. "Esquisitologia", segundo os médicos não reumatologistas. O Aurélio ainda acrescenta: "é difícil precisar os limites da reumatologia, pois ela tem várias áreas em comum com outras especialidades, notadamente a ortopedia e a neurologia". Ajudou? A grande dificuldade...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">&#8220;Ramo da medicina que se ocupa de doenças não cirúrgicas (ainda que eventualmente venham a sê-lo) do aparelho locomotor, ou de outras doenças do tecido conjuntivo&#8221;, segundo o Aurélio Buarque. &#8220;Dor nas juntas&#8221; segundo a maioria das pessoas. &#8220;Esquisitologia&#8221;, segundo os médicos não reumatologistas. O Aurélio ainda acrescenta: &#8220;é difícil precisar os limites da reumatologia, pois ela tem várias áreas em comum com outras especialidades, notadamente a ortopedia e a neurologia&#8221;. Ajudou? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A grande dificuldade vem do fato de que a reumatologia estuda principalmente a inflamação (veja o artigo &#8220;</span><a href="http://www.reumatologiaavancada.com.br/artigos/reumatologia-origem-da-palavra/ "><span style="font-size: medium;">A origem da palavra</span></a><span style="font-size: medium;">&#8220;), e a inflamação pode ocorrer virtualmente em qualquer parte do corpo, das mais diversas maneiras e pelas mais diversas causas. Isso é particularmente verdadeiro quando se fala das doenças chamadas </span><a href="http://www.reumatologiaavancada.com.br/noticias/autoimunidade-e-doencas-autoimunes/"><span style="font-size: medium;">AUTOIMUNES</span></a><span style="font-size: medium;">, quando as células de defesa (sistema imunológico) atacam estruturas do próprio corpo, da mesma forma que fariam com micróbios invasores ou tumores. O resultado é inflamação destas estruturas, que podem ser literalmente qualquer tecido do corpo. Quando atingem o cérebro podem produzir quadros que lembram &#8220;derrames&#8221;, quando atingem a pele podem produzir as mais diferentes lesões, quando atingem as juntas levam às artrites. Algumas destas doenças acometem os vasos sanguíneos. Como todo o corpo é irrigado pelo sangue, os sintomas podem ocorrer em qualquer lugar.</span><span><span style="font-size: medium;">Fácil entender porque a reumatologia freqüentemente abrange doenças também vistas por outras áreas da medicina, &#8220;notadamente a ortopedia e a neurologia&#8221;, mas também infectologia, pneumologia, gastro e tantas outras.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-size: medium;">Além da </span><a href="http://www.reumatologiaavancada.com.br/noticias/autoimunidade-e-doencas-autoimunes/"><span style="font-size: medium;">autoimunidade</span></a><span style="font-size: medium;">, diversos outros mecanismos podem levar à inflamação. O uso repetido de um grupo muscular pode levar a uma inflamação no tendão, uma hérnia de disco pode levar a compressão e inflamação em uma raiz nervosa, o desgaste pode levar a inflamação nas articulações, e assim por diante. A reumatologia é considerada uma das mais desafiadoras áreas da medicina. Os diagnósticos quase sempre dependem uma história clínica e exame físico bem feitos associados a diversos exames laboratoriais e de imagem. Mesmo assim o tempo e a evolução da doença não raramente nos faz mudar de idéia. Detalhes podem mudar o diagnóstico. Se Sherlock Homes tivesse feito medicina, provavelmente teria sido reumatologista.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Algumas doenças comumente abordadas pela reumatologia:</span></p>
<ul style="text-align: justify;" type="disc">
<li><span style="font-size: medium;">Lupus Eritematoso Sistêmico</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Artrite Reumatóide</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Fibromialgia</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Osteoartrite (artrose)</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Osteoporose</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Gota (e pseudo-gota)</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Esclerose Sistêmica (esclerodermia)</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Espondiloartropatias </span>
<ul type="circle">
<li><span style="font-size: medium;">Indeterminada</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Espondilite Anquilozante</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Psoriática</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Associada à doença inflamatória intestinal</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Artrite Reativa</span></li>
</ul>
</li>
<li><span style="font-size: medium;">Febre Reumática</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Síndrome de Sjögren</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Síndrome de Anticorpo Antifosfolipídeo</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Miosites inflamatórias</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Doença Mista do Tecido Conectivo</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Policondrite Recidivante</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Artrite Séptica</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Artrite Idiopática Juvenil</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Vasculites </span>
<ul type="circle">
<li><span style="font-size: medium;">Granulomatose de Wegener</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Poliangiite Microscópica</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Churg-Strauss</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Poliarterite Nodosa</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Púrpura de Henoch-Schönlein</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Doença de Behçet</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Arterite de Células Gigantes / Polimialgia Reumática</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Arterite de Takayasu</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Doença de Kawasaki</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Doença de Buerger</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Crioglobulinemias</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Hipersensibilidade</span></li>
<li><span style="font-size: medium;">Urticária-vasculite</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
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		<title>Sociedade Brasileira de Reumatologia esclarece 100 tipos de doenças</title>
		<link>http://www.reumatologiaavancada.com.br/noticias/sbr-esclarece-100-tipos-de-doencas/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 16:02:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Ming</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[SÃO PAULO - A campanha “Reumatismo é Coisa Séria” tem por objetivo esclarecer mitos sobre os “reumatismos” e incentivar o seu diagnóstico precoce. A maioria das mais de 100 doenças reumáticas pode ter um início comum, uma simples dor nas juntas, mas evolução distinta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como os pacientes podem não valorizar os sintomas, leva-se um bom tempo para que o diagnóstico correto seja feito. Muitas das doenças reumáticas podem ser confundidas entre si e também com outras doenças que afetam estruturas musculoesqueléticas.</p>
<p>Dores nas juntas dos punhos, por exemplo, pode ser sintoma de uma simples tendinite, de um problema de coluna ou até de artrite reumatóide, doença crônica que acomete as articulações e que pode causar deformidades físicas e incapacidade funcional até para atividades rotineiras (como fechar um botão de blusa) e é responsável por 22 % de todas as mortes relacionadas a artrites e demais problemas reumáticos.</p>
<p>Assim como “dor na coluna” – somente menos freqüente que a dor de cabeça – pode ser um simples “mau jeito”, mas também sintoma de espondiloartropatias, artrite psoriásica, doenças crônicas de origem desconhecida e altamente incapacitantes.</p>
<p>Em comum, todas fazem parte do grupo de mais de 100 doenças chamadas de reumáticas, que comprometem ossos, cartilagens, articulações e músculo, mas a maioria pode apresentar o mesmo sintoma inicial – dor e inflamação nas articulações – porém com evolução clínica distinta.</p>
<p>Com o objetivo de alertar a população sobre a importância da busca do diagnóstico correto para uma doença reumática, a Sociedade Brasileira de Reumatologia lança a partir da primeira semana de agosto a campanha “Reumatismo é Coisa Séria”, que também quer acabar com alguns mitos, como:</p>
<p>- Reumatismo NÃO é doença de velho. Boa parte das doenças reumáticas atinge pessoas de todas as idades, incluindo jovens e crianças – como a artrite reumatóide juvenil, doença reumática que tem inicio antes dos 16 anos de idade e que apresenta com os principais sintomas rigidez matinal, dificuldade de andar e de acompanhar as brincadeiras típicas da idade. Entre 25% e 70% das crianças vão continuar com a doença na idade adulta.</p>
<p>- Reumatismo NÃO é sazonal. Embora o frio, em alguns casos, possa aumentar os sintomas, as doenças reumáticas não pioram ou surgem nos dias mais frios. Ocorrem em qualquer época do ano, em pessoas de todas as idades, em ambos os sexos – apesar da maioria atingir mais mulheres do que homens.</p>
<p>- Reumatismo TEM tratamento. Apesar de ser uma doença crônica (assim como o diabetes e a hipertensão), muitas vezes sem cura definitiva, o reumatismo tem tratamento, que pode melhorar e restabelecer a qualidade de vida do paciente.</p>
<p>- Não existe um exame único para determinar o diagnóstico da maioria das doenças reumáticas. O diagnóstico é feito com base na história do paciente, exame clínico e exames complementares, como os exames de laboratório e o Raio X. Entretanto, os sintomas das doenças se confundem entre si, levando o paciente, muitas vezes, a iniciar o tratamento correto tardiamente. Por isso, orientamos que em caso de persistirem os sintomas, as pessoas procurem um reumatologista, que é o profissional médico treinado para diagnosticar e tratar uma doença reumática. O diagnóstico precoce pode ser a diferença entre um estilo de vida normal e uma vida com limitações e incapacidade funcional – afirma Dr. Fernando Neubarth, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia.</p>
<p>Segundo a SBR, hoje existem no Brasil cerca de 1500 especialistas em reumatologia, que podem ser identificados, por região e cidade, no website da entidade, <a href="http://www.reumatologia.com.br/" target="_blank">www.reumatologia.com.br</a></p>
<p>A campanha tem o patrocínio institucional da Abbott e conta com o apoio de todas as sociedades regionais de reumatologia.</p>
<p>Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/08/11/e110827279.html</p>
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